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Hormônios

Quanto sexo é normal na sua idade? Com base nos hormônios

Dos 18 aos 90, a tabela que todo mundo aceita como “normal” — e por que eu chamo a queda do desejo de sintoma, não de idade.

Dr. Pablo Melo
Dr. Pablo MeloCRM 29709-SC · 19 set 2026 · 3 min de leitura
Dr. Pablo Melo — quanto sexo é normal na sua idade, com base nos hormônios
Dr. Pablo Melo — quanto sexo é normal na sua idade, com base nos hormônios

Quanto sexo é normal na sua idade? Com base nos hormônios? Dos 18 aos 24 anos: 15 vezes por mês. Aqui ninguém precisa de médico. O hormônio tá no teto. É ele que faz o trabalho, não a idade.

A escada que todo mundo aceita

25 a 29 anos: 12 vezes por mês. Começou a cair e todo mundo culpa o trabalho, o filho, o cansaço. Guarda isso: o hormônio tá caindo junto.

30 a 39 anos: 8 vezes por mês. A perimenopausa começa aos 35, gente. A mulher ainda menstrua e o estradiol já tá oscilando.

40 a 49 anos: 6 vezes por mês. Todo mundo chama isso de “normal”. Eu chamo de sintoma. Perdeu a vontade de sexo? Daqui a pouco perde a vontade de tudo. Libido é energia de vida.

50 a 59 anos: 4 vezes por mês. Aqui mandam o casal “aceitar”. Os sintomas da menopausa têm CID e têm tratamento. E no homem, a libido que some não tá só na testosterona: tá no estradiol junto.

60 a 69 anos: 3 vezes por mês. 70 a 79: 2 vezes. 80 a 89: 1 vez. Com hormônio equilibrado, quem decide a frequência é o casal. Não é a tabela. Não é o médico que manda aceitar.

Mais de 90 anos: CUIDADO PELO AMOR DE DEUS! Cuidado de quê? Vontade é sinal de saúde. Perigo é a vontade ir embora e ninguém tratar.

Sobre os númerosSão médias populacionais aproximadas, para ilustrar a queda — não são meta nem prescrição. Não existe frequência “certa”: existe a que o casal quer e consegue. O que interessa aqui é a mudança em relação ao que você era.
Desejo é sinal de saúde — e merece ser cuidado em qualquer idade.
Desejo é sinal de saúde — e merece ser cuidado em qualquer idade.

Por que eu chamo de sintoma

Desejo é um sinal vital que ninguém mede. Ele depende de hormônio, de sono, de circulação, de humor e de relação. Quando some de repente, ou some junto com cansaço, insônia, irritação e ganho de barriga, o corpo está contando a mesma história por vários canais.

O que a ciência mostra

No homem, um estudo clássico publicado no New England Journal of Medicine em 2013 separou o que é da testosterona e o que é do estradiol: quando o estradiol cai, o desejo e a ereção pioram, mesmo com testosterona reposta. Por isso bloquear estradiol de homem “por precaução” costuma ser tiro no pé.

Em 2016, os Testosterone Trials, também no NEJM, acompanharam homens com 65 anos ou mais e testosterona baixa: com a reposição, a função sexual melhorou. Idade não é bula.

Na mulher, o consenso global de 2019 reconhece a testosterona como tratamento do desejo sexual hipoativo na pós-menopausa — e o estradiol segue sendo a base de lubrificação, conforto e resposta.

Com hormônio equilibrado, quem decide a frequência é o casal.
Com hormônio equilibrado, quem decide a frequência é o casal.

Sem pico, sem queda

Não é o injetável que te deixa leão na segunda e gatinho na sexta. Não é roleta.Dr. Pablo Melo

Hormônio que sobe e despenca toda semana bagunça humor, desejo e sono. Vias de liberação contínua, como o implante, mantêm o nível estável — e a escolha da via é individual, feita na consulta.

Nem tudo é hormônio

Antidepressivos, anti-hipertensivos, álcool, apneia do sono, diabetes, dor na relação, depressão e a própria relação entram na conta. E no homem, disfunção erétil nova pode ser o primeiro aviso de doença cardiovascular: merece investigação, não só comprimido azul.

Se você quer ir mais fundo, este é um dos temas do meu livro Um Novo Olhar sobre a Testosterona no Homem, disponível na página de livros.

Sem receitaHormônio, via, dose e sequência são definidos na consulta, para cada pessoa, depois de história clínica e exames. Este texto não substitui avaliação médica e ninguém deve iniciar, trocar ou suspender tratamento por conta própria.

Conteúdo educativo, baseado em literatura científica e na experiência clínica do Dr. Pablo Melo. Não substitui consulta, não é prescrição e não promete resultado. Indicação, composição, dose e sequência de qualquer tratamento são definidas na consulta, para cada pessoa. Alguns tratamentos citados são de uso fora de bula.

Um convite

Seu corpo está pedindo equilíbrio. Vamos encontrá-lo juntos.

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