Cansaço no fim da tarde, libido em queda, foco que não volta, barriga que não sai mesmo treinando, medo de tomar decisão. Este guia responde, sem rodeio, as dúvidas que os homens trazem ao consultório do Dr. Pablo Melo — de exames e proporções hormonais a próstata, coração, fertilidade e as diferenças entre gel, injetável e implante.
Dr. Pablo MeloCRM 29709-SC · Medicina hormonal & metabólica · +4.000 implantes · 4 unidades e telemedicina
Leitura completa: ~25 min · Conteúdo educativo, não substitui consulta
Como ler este guiaEvidência publicadaPrática do Dr. PabloEm debateNada aqui é receita: indicação, composição, dose e sequência são definidas na consulta, para cada pessoa.
Sinais e sintomas
Não é só libido. É energia, foco e coragem.
A queda de testosterona raramente chega com um sintoma só. Ela aparece como um conjunto — e muita coisa que parece “cansaço da idade” ou “estresse do trabalho” está nesse pacote.
O trio que decide como o homem se sente
Testosterona, DHT e estradiol — em proporção · esquema didático
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Não é o número isolado que importa: é a relação entre os três. Estradiol zerado tira ereção e libido; DHT acima da testosterona derruba cabelo e estimula a próstata. Os valores ideais são individuais e definidos na consulta.
Quais são os sinais de que minha testosterona pode estar baixa?
Prática do Dr. Pablo
O quadro típico que chega ao consultório é o de um homem por volta dos 40–50 anos, com barriga, que treina e não vê o corpo mudar. Os sinais mais frequentes:
Cansaço no fim da tarde — a energia acaba antes do dia acabar.
Libido caindo — e libido aqui é desejo de tudo: de trabalhar, de construir, de estudar, de viajar, não só de sexo.
Foco e memória piores, dificuldade de concentração, raciocínio mais lento.
Humor para baixo: tristeza, irritação, choro fácil, desânimo.
Medo de decidir. O empresário que sempre arriscou passa a travar — adia investimento, não faz estoque, engaveta projeto.
Composição corporal que não responde: perde massa magra, ganha gordura na barriga.
Sono ruim e ronco, acordar cansado.
Ereção menos firme ou menos frequente.
Nenhum desses sinais, sozinho, fecha diagnóstico. O conjunto é que chama atenção — e é por ele que a investigação começa.
Por que o Dr. Pablo diz que “o jogo é sobre cabeça, não sobre corpo”?
Prática do Dr. Pablo
Porque o que mais muda na vida de um homem com testosterona baixa não é o bíceps — é a capacidade de pensar, decidir e produzir. O objetivo do tratamento não é um “idoso anabolizado”; é um homem com cognição preservada, energia para trabalhar e longe do declínio cognitivo.
O jogo não é sobre corpo. É sobre cabeça.
Dr. Pablo Melo
Ronco tem alguma coisa a ver com hormônio?
Prática do Dr. PabloEvidência publicada
Tem, e muito. O homem que ronca alto todas as noites costuma ter apneia do sono, gordura visceral elevada e inflamação — e esse ambiente piora a ação da testosterona, mesmo quando o número do exame não está tão baixo. As diretrizes internacionais listam a apneia entre as causas de testosterona baixa que precisam ser tratadas2.
A imagem que o Dr. Pablo usa: imagine sua cabeça, toda noite, sendo mergulhada na água e levantada, mergulhada e levantada. É assim que o roncador dorme — “dorme e engorda, dorme e inflama”. O CPAP ajuda, mas é como tomar analgésico para enxaqueca: alivia, não trata a causa. O tratamento de verdade passa por baixar gordura visceral e desinflamar.
Testosterona baixa é só questão de desempenho?
Evidência publicada
Não. Testosterona baixa é um marcador de saúde. Estudos prospectivos mostram que homens com testosterona mais alta (faixa de ~450 a 605 ng/dL) têm 42% menos risco de diabetes tipo 2 do que os de testosterona mais baixa3. A relação é de mão dupla: gordura abdominal e insulina alta derrubam a testosterona, e testosterona baixa facilita o acúmulo de gordura abdominal.
A mesma revisão associa testosterona baixa a síndrome metabólica, inflamação e a um estado de maior tendência à coagulação3. Na prática do consultório, quando a testosterona cai, costumam cair junto a vitamina D, o estradiol e o DHT — e a insulina sobe.
Existe idade certa para isso acontecer?
Prática do Dr. Pablo
Não existe uma data. A testosterona cai com a idade, mas o que mais derruba os níveis antes do tempo é o estilo de vida e o metabolismo: obesidade abdominal, resistência à insulina, sono ruim, apneia, inflamação crônica e alguns medicamentos (como corticoides e opioides). Por isso vemos homens de 35 anos com quadro de 60 — e homens de 70 muito bem.
Exames
Um número sozinho não fecha diagnóstico.
O exame de sangue é uma fotografia de um instante, não o filme. O que orienta o tratamento é a combinação entre sintomas e a coerência dos exames entre si.
“O jogo não é sobre corpo. É sobre cabeça.”Dr. Pablo Melo
Meu exame deu “normal”. Posso ter testosterona baixa mesmo assim?
Evidência publicadaEm debate
Pode. A diretriz da Endocrine Society define hipogonadismo como sintomas somados a duas dosagens matinais abaixo de 264 ng/dL2 — um corte calculado em homens jovens e não obesos.
O Dr. Pablo discorda desse corte como régua única. Na prática dele, abaixo de ~400 ng/dL o estradiol raramente passa de 30 pg/mL, e ele considera algo em torno de 600 ng/dL um piso razoável para o homem se sentir bem. Mais importante que o número: um homem com sintomas ricos e exames coerentes com deficiência merece avaliação de tratamento, mesmo que o laudo não traga nenhum asterisco.
Em debateNão há consenso científico sobre um “valor ideal” de testosterona. As sociedades usam limites populacionais; médicos com prática em reposição tendem a guiar pela clínica. As duas visões estão aqui para você entender a conversa na consulta.
Quais exames costumam ser pedidos?
Prática do Dr. Pablo
A avaliação vai muito além da testosterona total. O painel costuma incluir:
Eixo hormonal: testosterona total e livre, SHBG, estradiol, DHT, LH, FSH e prolactina.
Segurança: hemograma completo (hematócrito e hemoglobina), PSA total e livre.
Metabolismo: glicemia, insulina, perfil de colesterol e triglicerídeos, marcadores inflamatórios.
Tireoide: TSH, T4 e anticorpos.
Nutrientes: vitamina D, B12, folato, ferro e ferritina, homocisteína.
Imagem: exames de imagem completos antes de qualquer implante — sem imagem, o implante não é colocado.
Para agilizar, a equipe envia a lista de exames antes da primeira consulta, junto com um questionário de sintomas. Assim você já chega com tudo em mãos.
O que é SHBG e por que ele importa tanto?
Evidência publicada
O SHBG é a proteína que transporta a testosterona e o estradiol no sangue. Pense nele como uma prisão: o hormônio preso ao SHBG não age. Só a fração livre funciona. Obesidade, diabetes, idade e alterações de tireoide mexem no SHBG — por isso um homem pode ter testosterona total “ok” e pouca testosterona disponível. A testosterona livre é calculada a partir da total e do SHBG.
Por que olhar os “derivados” e não só a testosterona?
Prática do Dr. Pablo
Porque os derivados denunciam se o número é real. A testosterona se transforma em estradiol e em DHT; quando ela está de fato alta, eles sobem junto — e o hematócrito e a hemoglobina também. Se o laudo mostra 1.400 de testosterona, mas o DHT e o estradiol correspondem a um nível bem menor, a testosterona “real” provavelmente é mais baixa do que o papel diz.
O contrário também vale: vitamina D, hematócrito e hemoglobina caem quando a testosterona cai. É assim que se lê o laudo como um sistema, e não como uma lista.
Preciso colher de manhã, em jejum, duas vezes?
Evidência publicadaEm debate
As diretrizes pedem duas dosagens matinais2, e o laboratório normalmente já colhe pela manhã. Na visão do Dr. Pablo, o horário muda menos do que se imagina: uma testosterona de 260 colhida à tarde num homem de 44 anos, que ronca e está acima do peso, continua sendo um quadro de testosterona baixa. Se a coleta foi em horário atípico, vale informar ao médico.
Proporções hormonais
Testosterona, estradiol e DHT: o trio que decide como você se sente.
Olhar só a testosterona é o erro mais comum — e explica boa parte dos homens que “repõem” e continuam mal.
Homem tem estradiol? Isso não é hormônio feminino?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
Tem — e precisa. No homem, parte da testosterona é convertida em estradiol por uma enzima chamada aromatase. Esse estradiol é essencial para libido, ereção, osso, tendões, circulação e coração. Em homens com hipogonadismo, o desejo sexual melhora quando o estradiol sobe junto com a testosterona.
Estradiol baixo demais (na prática do Dr. Pablo, abaixo de ~30 pg/mL): problema de ereção, zumbido, foco atrapalhado. Abaixo de 10: mais perda óssea e mais gordura.
Estradiol alto demais (por obesidade ou uso de certos medicamentos): ginecomastia, perda de massa óssea e supressão da própria testosterona.
O segredo do infarto está no estradiol.
Dr. Pablo Melo
Por que tem homem com testosterona altíssima e sem ereção?
Prática do Dr. Pablo
Quase sempre por desproporção. O caso clássico: alguém usa doses altas de testosterona e toma um bloqueador de aromatase para “segurar” o estradiol. O estradiol vai a zero — e junto vão a ereção, o humor e, às vezes, o cabelo. O exame mostra 5.000 de testosterona e o homem não funciona.
Testosterona alta com sonolência e sem libido, na leitura do Dr. Pablo, é sinal de derivado errado — não de falta de hormônio.
O que é o DHT e o que ele tem a ver com cabelo e próstata?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
O DHT (di-hidrotestosterona) é outro derivado da testosterona, formado pela enzima 5-alfa-redutase. Ele age na próstata e no couro cabeludo. Quando o DHT dispara acima da testosterona — o que o Dr. Pablo vê com frequência em injetáveis e anabolizantes — aumentam queda de cabelo e estímulo prostático.
Na reposição bem conduzida, o objetivo é manter o DHT abaixo da testosterona e o estradiol numa faixa proporcional. É esse equilíbrio que protege coração e cabelo ao mesmo tempo.
Tomar remédio para bloquear o estradiol é uma boa ideia?
Prática do Dr. Pablo
Só com indicação precisa e acompanhamento. No injetável, os picos de testosterona geram picos de estradiol, e quase sempre acaba sendo necessário algum inibidor (de aromatase ou de 5-alfa-redutase) — com o risco de passar do ponto. Na experiência do Dr. Pablo com implante, a liberação contínua permite que o corpo mantenha estradiol e DHT proporcionais sem precisar desses remédios. Nunca use bloqueador por conta própria.
Gel, injetável ou implante
A via muda o resultado.
A mesma testosterona se comporta de formas muito diferentes dependendo de como entra no corpo. Estabilidade é a palavra-chave.
“Aqui não é guideline. É guia individual.”Dr. Pablo Melo
Quais são as formas de repor testosterona?
Prática do Dr. PabloEvidência publicada
As três principais no Brasil são o gel (passado na pele todos os dias), o injetável (aplicado de semanas em semanas ou a cada três meses) e o implante (pequenos cilindros colocados sob a pele que liberam hormônio continuamente por meses).
Via
Como o nível se comporta
O que costuma exigir
Pontos de atenção
Gel
Sobe pouco; depende de passar todo dia
Adesão diária
No maior estudo já feito, subiu em média só 148 ng/dL e 61% abandonaram1. O Dr. Pablo não usa gel em homem.
Injetável
Grandes picos e vales a cada aplicação
Inibidores de aromatase ou 5-alfa-redutase; hematócrito e PSA de perto
Hematócrito alto é o efeito adverso mais comum2; estradiol e DHT tendem a sair do eixo com o tempo.
Implante
Liberação contínua, com “micropicos”
Exames semestrais e reimplante antes do efeito acabar
Via preferida do Dr. Pablo. Não há ensaio randomizado comparando implante e injetável em desfechos de longo prazo.
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Tabela baseada na prática clínica do Dr. Pablo e nas referências indicadas. A escolha da via é individual.
O que são “picos” e “micropicos”?
Prática do Dr. Pablo
No injetável, o nível sobe muito logo após a aplicação e despenca até a próxima: o homem se sente “um leão na segunda e um gatinho na sexta”. Essa montanha-russa se associa, na experiência do Dr. Pablo, a oscilação de humor, ansiedade, dificuldade de concentração e desregulação de estradiol e DHT.
No implante também existe variação, mas pequena — os micropicos — e sempre acima do ponto em que o homem começa a sentir falta.
Injetável semanal × implante: o formato da curva
Nível de testosterona no sangue ao longo de 4 semanas · esquema ilustrativo
ImplanteInjetável semanalFaixa estável
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Esquema didático, sem valores de paciente real: mostra o comportamento descrito pelo Dr. Pablo — grandes picos e vales no injetável, pequenas oscilações no implante. A intensidade real varia com dose, intervalo e metabolismo de cada pessoa.
Por que o gel não é a primeira escolha?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
O maior estudo de segurança já feito com testosterona, o TRAVERSE (5.246 homens), usou gel. Ele mostrou segurança cardiovascular — um dado importante. Mas, em 12 meses, o gel elevou a testosterona em média só 148 ng/dL, e 61% dos homens abandonaram o tratamento1. Na prática do Dr. Pablo, o gel não sustenta nível suficiente para o homem se sentir bem; ele usa apenas injetável ou implante.
E o injetável? Posso fazer?
Prática do Dr. Pablo
Pode, desde que você entenda os poréns antes de começar. O primeiro ano costuma ser uma “lua de mel”. Depois, é comum aparecerem as queixas:
libido oscilando porque o estradiol saiu do controle;
queda de cabelo quando o DHT sobe demais;
hematócrito alto, exigindo exames a cada 3 meses e, às vezes, suspensão;
necessidade de inibidores e, se parar, de uma terapia pós-ciclo para o eixo voltar.
Se a opção for injetável, o Dr. Pablo prefere doses menores e fracionadas, com acompanhamento próximo. O trimestral, na experiência dele, não sustenta o efeito pelo tempo prometido.
Por que o Dr. Pablo prefere o implante?
Prática do Dr. Pablo
Por três motivos: estabilidade (sem montanha-russa), proporção (na experiência dele, estradiol e DHT ficam proporcionais sem precisar de bloqueadores, e o hematócrito sobe pouco) e independência da adesão — quanto menos o resultado depender de você lembrar de passar ou aplicar, maior a taxa de sucesso. Ele usa implante há mais de 10 anos em si mesmo e já aplicou mais de 4 mil implantes.
Posso repor o resto da vida? Implante, não tenho dúvida — porque eu consigo controlar os colaterais.
Dr. Pablo Melo
E remédios para “estimular a própria testosterona”, como o clomifeno?
Prática do Dr. PabloEm debate
O clomifeno é usado por alguns médicos, principalmente quando se quer preservar a fertilidade. O Dr. Pablo não usa: na experiência dele, o número do exame sobe, mas o paciente não sente diferença. É um ponto em que médicos divergem.
Coração, próstata e sangue
As perguntas que todo homem faz antes de começar.
Testosterona aumenta o risco de infarto?
Evidência publicadaEm debate
O TRAVERSE, publicado em 2023 no New England Journal of Medicine, acompanhou 5.246 homens de 45 a 80 anos, todos com doença cardiovascular ou alto risco. Infarto, AVC ou morte cardiovascular ocorreram em 7,0% no grupo testosterona e 7,3% no placebo — ou seja, não houve aumento1.
Por honestidade: o mesmo estudo viu um pouco mais de fibrilação atrial (3,5% vs 2,4%), lesão renal aguda (2,3% vs 1,5%) e embolia pulmonar (0,9% vs 0,5%) no grupo que usou gel1. O Dr. Pablo atribui esse tipo de evento à instabilidade do nível hormonal, não à testosterona em si — é uma hipótese dele, que o estudo não testou.
Vale lembrar o outro lado: testosterona baixa, por si só, se associa a mais diabetes, inflamação e risco cardiometabólico3.
E a próstata? Testosterona causa câncer de próstata?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
No TRAVERSE, câncer de próstata ocorreu em 0,5% no grupo testosterona e 0,4% no placebo, sem diferença, e sem aumento de câncer de alto grau no período do estudo1. O “modelo de saturação”, proposto pelo urologista Abraham Morgentaler, explica por que repor testosterona até uma faixa fisiológica não “alimenta” a próstata indefinidamente4.
Na prática do Dr. Pablo com implante, ele observa o PSA caindo aos poucos, “em escadinha”, e a próstata diminuindo em homens acompanhados por anos — uma observação clínica, não um resultado de ensaio. Hiperplasia benigna (próstata aumentada) isolada não impede o tratamento.
Regra de segurançaSe o PSA estiver alterado ou houver histórico de problema prostático, o tratamento só começa depois da avaliação do urologista, com liberação por escrito.
A reposição “engrossa o sangue”?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
Pode elevar o hematócrito. Hematócrito acima de 54% (eritrocitose) é o efeito adverso mais frequente da reposição — e também o mais fácil de monitorar2. Ele sobe principalmente com o injetável. Na experiência do Dr. Pablo com implante, a hemoglobina sobe só um pouco, e ele nunca precisou indicar sangria em paciente com implante. O hemograma entra em todos os exames de acompanhamento.
Vou perder cabelo?
Prática do Dr. Pablo
A queda de cabelo na reposição geralmente tem dois culpados: DHT desproporcional (comum no injetável e no anabolizante) e falta de nutrientes. Quando o nível hormonal sobe rápido, a demanda por ferro, vitaminas do complexo B e minerais aumenta — sem eles, o cabelo sofre. Por isso o tratamento inclui a correção nutricional desde o início.
A culpa nunca foi da testosterona.
Dr. Pablo Melo
E acne?
Prática do Dr. Pablo
Com dose e proporção corretas, acne é incomum. Quem já chega com acne ativa trata a pele primeiro e começa a reposição depois.
Quem não pode fazer reposição?
Prática do Dr. PabloEvidência publicada
Quem tem câncer ativo.
Quem quer ter filho agora — a reposição suprime a produção de espermatozoides (veja a próxima seção).
Quem tem PSA alterado ou histórico prostático sem avaliação do urologista.
Quem tem hematócrito elevado, até a causa ser investigada.
Histórico de trombose, doença cardiovascular importante ou apneia grave não tratada exigem avaliação individual antes de qualquer decisão.
Fertilidade
Quer ser pai? Essa conversa vem antes de tudo.
“Não existe receita de bolo. Existe o seu caso.”Dr. Pablo Melo
A reposição afeta a fertilidade?
Evidência publicada
Sim. Testosterona vinda de fora sinaliza ao cérebro que não é preciso produzir mais; o LH e o FSH caem e, com eles, a produção de espermatozoides. Por isso a primeira pergunta da consulta é sobre planos de ter filhos. Se o desejo é engravidar a parceira agora, a reposição não começa.
É reversível?
Prática do Dr. Pablo
Na grande maioria dos casos, sim. Com medicações que reativam o eixo (como o HCG) e correção nutricional, a produção de espermatozoides costuma voltar. O próprio Dr. Pablo usou implante por mais de 13 anos, parou, recuperou o eixo em cerca de seis meses, congelou sêmen e voltou ao implante. Por isso, não ter filhos ainda não é, por si só, motivo para negar tratamento a um homem jovem — mas a decisão precisa ser consciente.
Então a reposição funciona como anticoncepcional?
Prática do Dr. Pablo
Não. Mesmo com LH e FSH zerados no exame, espermatozoides podem aparecer. A orientação é clara: se não quer filhos agora, use método contraceptivo.
Reposição × anabolizante
Repor não é “bombar”.
Qual a diferença entre reposição hormonal e anabolizante?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
Objetivo, dose e controle. A reposição trata uma deficiência diagnosticada, com dose fisiológica, acompanhamento de exames e respeito às proporções entre testosterona, estradiol e DHT. O uso de anabolizantes busca desempenho e estética, com doses altas, combinações de várias substâncias e, quase sempre, sem controle.
No Brasil, a Resolução CFM nº 2.333/2023 proíbe a prescrição de hormônios androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo6. Os tratamentos do Dr. Pablo são sempre feitos com indicação clínica e diagnóstico registrado.
Sobre os casos de fisiculturistas com problemas cardíacos, a leitura do Dr. Pablo é que o problema raramente é “a testosterona” isolada — é o desequilíbrio entre testosterona, estradiol e DHT, somado a outras substâncias.
Já usei (ou uso) anabolizante por conta própria. E agora?
Prática do Dr. Pablo
Conte tudo ao médico — o hematócrito muito alto no exame costuma entregar, de qualquer forma. O caminho depende da via escolhida: para o implante, a transição pode ser direta; para o injetável, geralmente é preciso parar, recuperar o eixo e reavaliar a saúde antes. Algumas substâncias usadas em academia, na experiência do Dr. Pablo, derrubam a libido em poucos meses. Nenhum médico sério assume o protocolo de outra pessoa sem entender o que está sendo usado.
O tratamento completo
Hormônio é a base. Não é o tratamento inteiro.
Só a testosterona resolve?
Prática do Dr. Pablo
Não. O Dr. Pablo usa a imagem da caixa d’água: não adianta encher a caixa (o hormônio) se o cano está entupido (SHBG prendendo o hormônio), se a água está sendo desviada (conversão exagerada em estradiol ou DHT, principalmente na gordura) ou se a torneira não abre (receptor inflamado, sem nutrientes).
Por isso o tratamento atua em várias frentes ao mesmo tempo:
reduzir gordura visceral e inflamação;
corrigir sono e ronco;
repor vitaminas e minerais que os receptores precisam;
cuidar de intestino, fígado e digestão;
recuperar energia celular antes de cobrar treino.
O estudo olha uma via, eu olho trinta.
Dr. Pablo Melo
Preciso treinar?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
Sim. Nos estudos, testosterona isolada rende pouco em massa e força; testosterona somada a exercício resistido é onde o efeito aparece5. Mas a ordem importa: homem exausto não treina. Primeiro se recupera a energia, depois se cobra o treino.
A reposição resolve disfunção erétil?
Evidência publicada
Nem sempre. A maior parte das disfunções eréteis tem causa orgânica, principalmente vascular, e testosterona baixa sozinha não explica a maioria dos casos5. Por isso a avaliação olha circulação, metabolismo, estradiol, prolactina e medicamentos em uso — não só a testosterona.
Tenho diabetes ou pré-diabetes. Posso repor?
Evidência publicadaPrática do Dr. PabloEm debate
Essa é uma divergência real. O posicionamento de 2024 da Sociedade Brasileira de Endocrinologia orienta tratar o diabetes primeiro. O Dr. Pablo discorda: como a testosterona baixa contribui para o diabetes3, ele trata as duas coisas juntas. A condição é que no diabético o hormônio seja muito estável — sem oscilações — e que o básico (como deficiências de magnésio) seja corrigido junto.
Uso caneta para emagrecer (Mounjaro, Ozempic). Muda alguma coisa?
Prática do Dr. Pablo
Muda. O emagrecimento rápido sem cuidado nutricional pode trazer perda de massa magra, queda de cabelo e desânimo. No homem obeso com testosterona baixa, o Dr. Pablo trata emagrecimento, hormônio e nutrientes ao mesmo tempo.
Vou poder parar meus outros remédios?
Prática do Dr. Pablo
Não pare nada por conta própria. O Dr. Pablo não retira medicação prescrita por outro médico. Conforme os exames melhoram (colesterol, glicemia, pressão), você volta ao seu cardiologista ou endocrinologista, que decide se ajusta.
Como é na prática
Da primeira mensagem ao acompanhamento.
Como é colocar o implante?
Prática do Dr. Pablo
É um procedimento rápido, feito no consultório com anestesia local. Pequenos implantes bioabsorvíveis são posicionados sob a pele com uma cânula própria, pensada para ser o mais confortável possível. Eles se dissolvem sozinhos — não é preciso retirar depois. Você volta à rotina no mesmo dia, com orientações simples de cuidado local.
Em quanto tempo vou sentir diferença?
Prática do Dr. Pablo
Muitos pacientes percebem mudanças nas primeiras semanas, mas a referência que a equipe passa é de cerca de 30 dias. Nos primeiros 45 dias, o corpo está se ajustando — o contato com o médico nesse período é reservado para qualquer coisa fora do esperado. O segundo implante costuma render ainda melhor, porque a dose é ajustada ao que o seu corpo mostrou no primeiro.
De quanto em quanto tempo é o acompanhamento?
Prática do Dr. Pablo
Exames de controle a cada 6 meses, incluindo hemograma e PSA.
Reimplante agendado antes do efeito acabar, para você não sentir a queda.
Acompanhamento da equipe nos meses seguintes ao implante, para checar como você está.
Por onde eu começo?
Prática do Dr. Pablo
Dr. Pablo Melo · CRM 29709-SC
Mensagem para a equipe. Você conta o que sente, doenças anteriores e remédios em uso.
Questionário de sintomas e lista de exames. Você faz os exames antes da consulta.
Consulta com o Dr. Pablo. Avaliação clínica completa e definição do tratamento — se ele estiver indicado.
Procedimento e acompanhamento. Implante, retorno e exames de controle.
Um detalhe importante: o Dr. Pablo não coloca implante em quem ainda não entendeu o tratamento. A consulta existe para você sair sabendo o que vai acontecer e por quê.
Referências
Lincoff AM et al. Cardiovascular Safety of Testosterone-Replacement Therapy (estudo TRAVERSE). New England Journal of Medicine, 2023. Estudo financiado por fabricantes de testosterona, por exigência do FDA.
Bhasin S et al. Testosterone Therapy in Men With Hypogonadism: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2018.
Saad F. The role of testosterone in type 2 diabetes and metabolic syndrome in men. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, 2009 — citando Ding EL et al., 2006. O autor declara vínculo com fabricante de testosterona.
Morgentaler A, Traish AM. Shifting the paradigm of testosterone and prostate cancer: the saturation model and the limits of androgen-dependent growth. European Urology, 2009.
Dos Santos MR, Storer TW. Testosterona, sarcopenia e hipertrofia. Endocrinology and Metabolism Clinics of North America, 2022; e Surmeli et al., 2022, sobre causas orgânicas da disfunção erétil.
Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.333/2023 — normas éticas para prescrição de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes.
Um convite
Chega de viver no modo economia.
Se você se reconheceu neste guia, o próximo passo é uma conversa. A equipe do Dr. Pablo faz a pré-avaliação pelo WhatsApp, envia a lista de exames e agenda sua consulta.