Dr. Pablo Melo

Guia do paciente · Implantes hormonais

Hormônio estável, por meses, sem depender da sua memória.

“Chip da beleza”, pellet, implante: muita gente ouve falar e poucos entendem o que é. Este guia explica como funciona o implante hormonal bioabsorvível, o que vai dentro dele, por que a via muda o resultado, como é o procedimento, o que esperar, quanto tempo dura e — a pergunta que todo mundo faz — se é seguro.

Dr. Pablo Melo
Dr. Pablo MeloCRM 29709-SC · Medicina hormonal & metabólica · +4.000 implantes · 4 unidades e telemedicina

Leitura completa: ~18 min · Conteúdo educativo, não substitui consulta

Como ler este guia Evidência publicada Prática do Dr. Pablo Em debateNada aqui é receita: indicação, composição, dose e sequência são definidas na consulta, para cada pessoa.

O que é

Um grão de arroz sob a pele.

Injetável semanal × implante: o formato da curva

Nível de testosterona no sangue ao longo de 4 semanas · esquema ilustrativo

ImplanteInjetável semanalFaixa estável
dia 0dia 7dia 14dia 21dia 28▲ aplicação do injetávelaltoestávelbaixopicovaleimplante: micropicos

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Esquema didático, sem valores de paciente real: mostra o comportamento descrito pelo Dr. Pablo — grandes picos e vales no injetável, pequenas oscilações no implante. A intensidade real varia com dose, intervalo e metabolismo de cada pessoa.

O que é o implante hormonal?

Evidência publicada

É um pequeno cilindro — o pellet — feito de hormônio compactado, do tamanho aproximado de um grão de arroz, colocado sob a pele (geralmente no glúteo ou no flanco) com anestesia local. Ele se dissolve lentamente, liberando o hormônio de forma contínua por meses, e é absorvido por completo: não precisa ser retirado. Pellets de estradiol e testosterona são usados desde os anos 1930–40; a versão bioabsorvível moderna tem estudos farmacocinéticos publicados, inclusive no Brasil1.

É o “chip da beleza”?

Prática do Dr. Pablo

O apelido é de marketing e confunde. O Dr. Pablo não coloca implante com finalidade estética: sempre existe um diagnóstico de saúde — menopausa, climatério, hipogonadismo masculino, endometriose, lipedema, deficiência hormonal — e é ele que é tratado. Melhora de pele, cabelo e corpo vem como consequência do hormônio no lugar, não como objetivo.

Ninguém vai botar esse chip e ficar bonito. Isso não tem nada a ver com estética — está muito além.
Dr. Pablo Melo

Bioidêntico é diferente de sintético?

Evidência publicada

Hormônio bioidêntico tem a mesma molécula que o corpo produz — 17β-estradiol, testosterona, progesterona micronizada. Sintéticos são moléculas diferentes (estrogênio equino, medroxiprogesterona, levonorgestrel) com efeitos que não são idênticos2. Os pellets de estradiol e testosterona usados pelo Dr. Pablo são bioidênticos; gestrinona e oxandrolona são esteroides sintéticos usados com indicação específica.

Por que a via importa

Comprimido, gel, injetável ou implante: o hormônio é o mesmo, o resultado não.

Dr. Pablo Melo
“Não é porque eu acho bonito o implante. É porque é o que funciona.”Dr. Pablo Melo

O que acontece com o comprimido?

Evidência publicada

Passa pelo fígado antes de chegar ao sangue. Isso sobe o SHBG (a proteína que “prende” os hormônios), a proteína que prende a tireoide (TBG), triglicerídeos e fatores de coagulação — o estrogênio oral quase dobrou o risco de trombose venosa em meta-análise (RR 1,9), enquanto o transdérmico não aumentou (RR 1,0)2. O nível sobe e desce todo dia. É a via que o Dr. Pablo não usa para reposição.

E o gel?

Prática do Dr. PabloEvidência publicada

Evita o fígado, mas depende de ser passado todos os dias por alguém cuja memória e foco já estão prejudicados — e raramente leva o hormônio a um nível que resolva tudo. O teste objetivo do Dr. Pablo: em quem usa gel há anos, o FSH não desce; se não desceu, o corpo não reconheceu a reposição. No homem, o maior estudo com gel subiu a testosterona só 148 ng/dL em média e 61% abandonaram3.

E o injetável?

Prática do Dr. Pablo

Sobe a um pico logo após a aplicação e despenca antes da próxima — “um leão na segunda e um gatinho na sexta”. Os picos desregulam estradiol e DHT (libido oscilando, cabelo caindo, hematócrito subindo) e quase sempre acabam exigindo bloqueadores. Na mulher, o Dr. Pablo não usa injetável: “corpo bonito e cabeça ruim”.

Por que o implante é diferente?

Prática do Dr. PabloEvidência publicada

Liberação contínua, com pequenas oscilações (“micropicos”) dentro de uma faixa estável. No estudo brasileiro CLARA, um pellet de estradiol de 25 mg manteve o estradiol em torno de 80 pg/mL da 3ª à 20ª semana e derrubou o FSH pela metade1. Na experiência do Dr. Pablo, a estabilidade é o que permite manter estradiol e DHT proporcionais sem bloqueadores, com hematócrito subindo pouco e sem depender de adesão. A regra dele: quanto menos o resultado depender do paciente, maior a taxa de sucesso.

O que vai dentro

Não existe implante padrão. Existe a sua composição.

Quais hormônios podem entrar?

Prática do Dr. Pablo
  • Estradiol — o centro da reposição feminina: sono, humor, memória, libido, pele, osso, circulação.
  • Testosterona — base da reposição masculina; na mulher, complemento em proporção (foco, disposição, dor de cabeça, músculo).
  • Gestrinona — bloqueio e anti-inflamação em endometriose, adenomiose, mioma, lipedema e SHBG alto; proteção do endométrio na menopausa.
  • Progesterona — em implante só em casos selecionados; em geral, por via oral à noite, para sono e endométrio.
  • NADH — energia celular e receptor; entra em quase todo mundo.
  • Metformina, oxandrolona, tadalafil, melatonina, ocitocina — conforme o caso.

O Dr. Pablo põe no implante tudo o que puder — inclusive para não depender de a paciente tomar comprimido.

Como se define a dose?

Prática do Dr. Pablo

Pela clínica primeiro, pelo exame depois. Fase da vida, sintomas, peso, se tem útero, histórico de sangramento, exames de imagem e a coerência entre os hormônios no laudo. O primeiro implante é mais conservador; do segundo em diante entra o “feeling”: a dose é ajustada pelo que o seu corpo mostrou. Dose calculada por fórmula automática de laboratório, para ele, transforma médico em robô.

Por que a proporção importa mais que a dose?

Prática do Dr. Pablo

Porque o hormônio isolado não explica como a pessoa se sente. No homem: testosterona 1.000 com estradiol 50–100 e DHT abaixo da testosterona é o ponto em que ele fica bem; 5.000 de testosterona com estradiol zerado é impotência. Na mulher: estradiol no centro e testosterona em proporção dá cintura e cabeça boa; só androgênio dá o “padrão Bob Esponja”. Gestrinona “sobrando” contra pouco estradiol, na menopausa, é erro grave.

Um pellet grande ou vários pequenos?

Prática do Dr. Pablo

Quanto maior a área de contato, mais rápido libera: dois pellets pequenos “explodem na entrada”; um único maior faz “uma viagem de cruzeiro”, mais estável. Dose quebrada em vários pellets pequenos é um erro de conduta comum. A exceção deliberada: no obeso muito sintomático, um pellet menor junto ao principal para sentir o efeito rápido.

O procedimento

Minutos no consultório. Volta para casa dirigindo.

Dr. Pablo Melo
“Eu trato o paciente — não o papel do exame.”Dr. Pablo Melo

Como é colocado?

Prática do Dr. Pablo
Dr. Pablo Melo
Dr. Pablo Melo · CRM 29709-SC
  1. Antissepsia e anestesia local no ponto de inserção (glúteo ou flanco).
  2. Pequena incisão de poucos milímetros; os pellets são posicionados sob a pele com uma cânula própria — no homem, a cânula certa faz diferença real no conforto.
  3. Curativo; um corticoide local pode ser aplicado para reduzir a chance de reação e extrusão.
  4. Você sai andando e volta à rotina no mesmo dia. Evita-se exercício intenso e piscina por alguns dias.

Quem coloca é a equipe treinada (biomédica), sob supervisão; o tempo do Dr. Pablo fica na consulta, onde está o raciocínio.

Dói?

Prática do Dr. Pablo

Com anestesia local, o desconforto é pequeno — comparável a uma injeção. Homem costuma ser mais sensível ao procedimento (medo de agulha, de dor), e a primeira experiência decide se ele volta; por isso a equipe capricha em deixá-lo relaxado.

Preciso tirar depois?

Prática do Dr. Pablo

Não. Os pellets bioabsorvíveis se dissolvem por completo. Em mais de 4 mil implantes, o Dr. Pablo nunca precisou retirar um. Implantes de silicone (silástico), que precisam ser removidos, ele não usa — reserva só a quem mora fora do país.

O implante pode “sair”?

Prática do Dr. Pablo

Extrusão (o pellet migrar para fora pela pele) é rara e mais frequente com o pellet de NADH, que é mais inflamatório — por isso, em pacientes sensíveis, ele é colocado um mês depois dos hormônios. Se acontecer, a conduta é deixar sair, tratar a pele e repor o pellet.

O que esperar

Trinta dias. Quarenta e cinco para o retorno.

Em quanto tempo faz efeito?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

O nível sobe já na primeira semana; no CLARA, os sintomas caíram 60% em 4 semanas e o calorão intenso foi de 60% para 5% das participantes1. Na prática, muitos sentem em 2–3 semanas; a referência que a equipe passa é 30 dias. O pico hormonal ocorre por volta dos 45 dias — é o momento em que uma dose errada “aparece”, e é por isso que o primeiro retorno é marcado aí.

Quanto tempo dura?

Prática do Dr. PabloEvidência publicada

Em geral alguns meses — varia por hormônio (gestrinona dura mais e “empilha”; NADH dura menos) e por pessoa. O primeiro implante feminino é trocado em 5 meses, porque a paciente chega muito mal; do segundo em diante, o retorno é marcado um pouco antes do fim, para não sentir a queda.

Como sei que está funcionando?

Prática do Dr. Pablo

Pela clínica — sono, humor, memória, libido, energia, calorão — e por um número: o FSH caindo. Na menopausa, FSH de 70–100 indo para 10–20 em 3–6 meses é “número de mulher jovem”. Se a mulher “faz reposição” e continua precisando de remédio para dormir, ansiedade e vasinhos, a reposição não está ajustada.

O segundo implante é igual ao primeiro?

Prática do Dr. Pablo

Costuma ser melhor: a dose é ajustada pelo que você mostrou. E se o segundo render menos com a mesma fórmula, a pergunta é “o que aconteceu no corpo entre um e outro?” — luto, doença, inflamação, nutrientes. Não existe “down regulation”; existe receptor mal cuidado.

Segurança

Quase toda pergunta de segurança é uma pergunta de via e de proporção.

Dr. Pablo Melo
“Preparar o terreno antes de repor.”Dr. Pablo Melo

Implante dá câncer?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

O medo vem do WHI (2002), que usou estrogênio equino oral com progestina sintética em mulheres fora da janela; o braço de estrogênio isolado reduziu o risco de câncer de mama4. Progesterona micronizada tem perfil mais seguro que progestinas5, e em 2025 a FDA iniciou a retirada da tarja preta. Câncer ativo contraindica o implante — “com pellet quase não existe contraindicação, só câncer ativo”. Câncer prévio, inativo e liberado, é avaliado caso a caso, com o oncologista.

Implante dá trombose?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

O risco de trombose está ligado à via oral2. O implante vai direto ao sangue, sem fígado. Na leitura do Dr. Pablo, quem coloca a mulher em estado trombótico é o estradiol baixo e descontrolado — e uma complicação 45 dias após o implante aponta para erro de proporção (gestrinona sobrando contra pouco estradiol), não para a molécula. Por transparência: o TRAVERSE, com gel em homens muito doentes, viu um pequeno excesso de embolia pulmonar (0,9% vs 0,5%)3; não há ensaio equivalente com pellets.

Vou engordar? Vou perder cabelo? Vou ter acne?

Prática do Dr. Pablo

Engordar: a tendência é o contrário — estradiol reposto devolve cintura e bloqueia a vontade de doce. Cabelo: “a culpa nunca foi da testosterona, foi da via”; no implante o DHT fica abaixo da testosterona, e a queda que existe vem de falta de ferro, B e minerais quando o metabolismo acelera — por isso o soro anda junto. Acne: com dose certa é incomum; quem já tem acne trata a pele antes.

Quem não pode?

Prática do Dr. Pablo
  • Câncer ativo.
  • Gravidez ou tentativa de engravidar (gestrinona, testosterona); homem que quer ser pai agora.
  • Placa grande nas carótidas (acima de ~50%): primeiro um ano desinflamando e emagrecendo.
  • Sem exames de imagem: o implante não é colocado.
  • Quem não entendeu o tratamento: “você tem que me convencer a botar em você — eu que não coloco”.

Mais de 10 anos de menopausa (fora da janela) não impede, mas muda a estratégia: avaliação vascular, desinflamação e entrada gradual, sem estradiol de cara.

Isso é legal? É off-label?

Evidência publicada

Implantes de estradiol e testosterona são produzidos por farmácias de manipulação sob prescrição. O uso de testosterona, gestrinona e oxandrolona em mulheres, e de vários componentes em implante, é fora de bula no Brasil — o que exige indicação clínica registrada, consentimento informado e acompanhamento. A Resolução CFM 2.333/2023 proíbe hormônios androgênicos para fins estéticos ou de desempenho6. Nada sai do consultório do Dr. Pablo sem diagnóstico (CID) e documentação.

Mitos

O que você ouviu por aí.

“O implante vicia / o corpo para de produzir.”

Prática do Dr. Pablo

Toda reposição (implante ou injetável) reduz a sinalização do eixo (LH/FSH) enquanto está ativa — é o esperado. Ao parar, o eixo volta; com implante, o Dr. Pablo nunca precisou fazer “terapia pós-ciclo”. No homem que quer recuperar fertilidade, o eixo é reativado (o próprio Dr. Pablo fez isso após 13 anos de implante).

“Hormônio é tudo igual.”

Prática do Dr. Pablo

A pergunta certa antes de qualquer opinião é: que tipo de reposição você está falando? Oral, gel, injetável sintético e implante bioidêntico são conversas diferentes — em resultado, colateral e segurança.

“Se o exame está normal, não preciso.”

Prática do Dr. Pablo

O exame é uma foto de um instante; no climatério, os hormônios oscilam e o FSH normal não exclui nada. O diagnóstico é clínico; o exame apoia e garante segurança.

“Implante é contraceptivo.”

Prática do Dr. Pablo

Não é. Já houve gravidez sem querer. Método contraceptivo é obrigatório enquanto houver possibilidade de engravidar — no homem, mesmo com LH/FSH zerados.

Como é na prática

Da primeira mensagem ao acompanhamento.

Exames que a equipe pede antes

Prática do Dr. Pablo

Hormônios (FSH, LH, estradiol, progesterona, prolactina, testosterona total e livre, SHBG, DHT no homem, PSA no homem), tireoide com anticorpos, hemograma, metabolismo, ferro/ferritina, B12/homocisteína, vitamina D/PTH, marcadores inflamatórios, leptina — e exames de imagem completos (mama, útero/ovários ou próstata, densitometria, carótidas quando indicado). Tudo é feito antes da consulta, a partir do questionário enviado pela equipe.

Como é o acompanhamento?

Prática do Dr. Pablo
  • Primeiros 45 dias: contato só se houver algo fora do esperado — a expectativa é combinada na consulta.
  • Retorno após 45 dias; exames de controle a cada 6 meses.
  • A equipe faz follow-up nos meses seguintes ao implante.
  • Reimplante agendado antes de o efeito acabar.
  • Medicações de outros médicos não são retiradas por ele: você volta ao cardiologista/psiquiatra, que ajusta.

Por onde eu começo?

Prática do Dr. Pablo
  1. Mensagem para a equipe. O que sente, doenças anteriores, remédios em uso.
  2. Questionário e lista de exames.
  3. Consulta com o Dr. Pablo. Você sai entendendo o que vai acontecer e por quê — ou não sai com implante.
  4. Implante, soro e acompanhamento.

Referências

  1. Malavasi et al. Pharmacokinetic analysis of 25 mg estradiol subcutaneous bioabsorbable implant in postmenopausal women (CLARA study), 2025. Estudo financiado pelo fabricante do implante.
  2. Canonico M, Scarabin PY et al. Meta-análise de trombose venosa com estrogênio oral versus transdérmico. PubMed 20601871; Kuhl H. Climacteric, 2005.
  3. Lincoff AM et al. Cardiovascular Safety of Testosterone-Replacement Therapy (TRAVERSE). NEJM, 2023.
  4. Women’s Health Initiative Steering Committee. Effects of conjugated equine estrogen in postmenopausal women with hysterectomy. JAMA, 2004.
  5. Fournier A et al. E3N cohort. International Journal of Cancer, 2005. PubMed 15551359
  6. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.333/2023.

Um convite

Entenda antes. Decida depois.

Se você quer saber se o implante é para o seu caso, o próximo passo é uma conversa. A equipe do Dr. Pablo faz a pré-avaliação pelo WhatsApp, envia a lista de exames e agenda sua consulta.

Falar com a equipe no WhatsApp

4 unidades pelo Brasil · telemedicina em todo o país · resposta no WhatsApp

  1. Você manda uma mensagemConta o que sente e o que já tentou.
  2. A equipe organiza a avaliaçãoQuestionário, exames de sangue e de imagem, agendamento.
  3. Consulta e plano individualComposição, dose e acompanhamento definidos para você.