Guia da paciente · Endometriose, adenomiose e mioma
Anticoncepcional, depois cirurgia, depois tirar o útero. Existe outro caminho.
Cólica que derruba, sangramento que não para, dor na relação, intestino que sofre junto — e a sensação de que “é assim mesmo, tem que aceitar”. Este guia explica o que essas três doenças têm em comum, por que o tratamento tradicional só maquia, e como o Dr. Pablo Melo trata a causa: inflamação e hormônio desregulado.
Dr. Pablo MeloCRM 29709-SC · Medicina hormonal & metabólica · +4.000 implantes · 4 unidades e telemedicina
Leitura completa: ~20 min · Conteúdo educativo, não substitui consulta
Como ler este guiaEvidência publicadaPrática do Dr. PabloEm debateNada aqui é receita: indicação, composição, dose e sequência são definidas na consulta, para cada pessoa.
O que são
Tecido no lugar errado, inflamação no lugar certo.
Três nomes, um mecanismo
Onde cada doença está · esquema didático
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Lugares diferentes, mesmo percurso: inflamação crônica e estímulo hormonal fora de proporção. Por isso o tratamento das três é parecido — bloquear e desinflamar.
O que é endometriose?
Evidência publicada
É a presença de tecido semelhante ao endométrio (a camada interna do útero) fora do útero — em ovários, ligamentos, intestino, bexiga, peritônio. Esse tecido responde ao ciclo hormonal: cresce, sangra e inflama todo mês, formando lesões, aderências e cistos (endometriomas). Atinge cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva e leva, em média, anos para ser diagnosticada1.
E adenomiose?
Evidência publicada
É o mesmo tecido crescendo dentro da parede muscular do útero. O útero aumenta, fica “pesado” e sangrante; a cólica é intensa e o fluxo, volumoso. Endometriose e adenomiose frequentemente coexistem.
E mioma?
Evidência publicada
É um tumor benigno do músculo do útero, muito comum — mais da metade das mulheres terá algum ao longo da vida. Muitos não dão sintomas; outros causam sangramento intenso, anemia, pressão na bexiga e no intestino, e dificuldade para engravidar. O mioma cresce sob estímulo de estrogênio e progesterona e regride quando esse estímulo cai2.
Por que o Dr. Pablo trata as três do mesmo jeito?
Prática do Dr. Pablo
Porque, na prática clínica dele, elas compartilham o mesmo percurso: são doenças inflamatórias do útero e de seus arredores, sustentadas por hormônio fora de proporção e por um terreno inflamado — intestino ruim, alimentação inflamatória, deficiência de nutrientes. O tratamento ataca esse mecanismo comum: bloquear o estímulo com gestrinona e desinflamar o corpo inteiro.
Não se trata sintoma de endometriose. Trata-se a doença.
Dr. Pablo Melo
Sintomas
Cólica não é normal. Sangrar demais não é normal.
“Eu trato o paciente — não o papel do exame.”Dr. Pablo Melo
Quais são os sinais?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
Cólica menstrual intensa, que não cede com analgésico comum e atrapalha trabalho e rotina.
Sangramento volumoso ou prolongado, com coágulos; anemia e ferritina baixa.
Dor na relação sexual (profunda), dor ao evacuar ou urinar no período menstrual.
Intestino que “sofre junto”: distensão, alternância de diarreia e constipação.
Dificuldade para engravidar.
Cansaço crônico, inchaço, celulite e retenção — a inflamação não fica só no útero.
SHBG alto no exame, muitas vezes por anos de pílula.
Como se faz o diagnóstico?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
Pela história clínica e por exames de imagem — ultrassom transvaginal com preparo intestinal e, quando necessário, ressonância mapeiam lesões, adenomiose e miomas. A laparoscopia já não é exigida para iniciar tratamento1. Na prática do Dr. Pablo, mulher jovem com cólica forte e SHBG alto já recebe tratamento, com ou sem o diagnóstico “fechado”: o protocolo é o mesmo.
Por que o tratamento tradicional falha
Pílula, DIU e cirurgia tratam o sintoma. A doença continua.
Anticoncepcional trata endometriose?
Prática do Dr. PabloEvidência publicada
Ele reduz o sangramento e pode aliviar a cólica — por isso é a primeira linha das diretrizes1. Mas não muda o terreno inflamatório. Além disso, o estrogênio por via oral sobe o SHBG (prendendo os hormônios), altera fatores de coagulação e, para o Dr. Pablo, atrapalha todo o jogo hormonal. Ele retira a pílula oral de todas as pacientes. Em mioma, anticoncepcionais com estradiol são, na visão dele, um erro.
E o DIU hormonal?
Prática do Dr. PabloEvidência publicadaEm debate
O DIU de levonorgestrel é recomendado pelas diretrizes para controle de sangramento e dor. Na experiência do Dr. Pablo, ele maquia a endometriose e não a melhora — e um estudo de 2026 em portadoras de BRCA associou o uso prévio de DIU de levonorgestrel a maior risco de câncer de mama3. É um ponto de divergência real entre a ginecologia tradicional e a prática dele. Quem já usa DIU pode mantê-lo enquanto os hormônios são ajustados; a troca é combinada com a ginecologista.
Cirurgia resolve?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
A cirurgia remove lesões e pode ser necessária em casos específicos (endometriomas grandes, obstrução, infertilidade). Mas a recorrência após cirurgia isolada é alta1, porque o terreno que produziu as lesões continua o mesmo. Na visão do Dr. Pablo, existem tratamentos que tiram a mulher da mesa de cirurgia — e, quando a cirurgia é inevitável, o preparo hormonal e anti-inflamatório antes dela muda a recuperação.
Progesterona resolve mioma ou endometriose?
Prática do Dr. Pablo
Não. Progesterona protege o endométrio e ajuda no sono, mas não bloqueia a doença. Para o Dr. Pablo, mioma é “gestrinona e desinflamar” — e endometriose também.
Gestrinona
O hormônio que bloqueia a doença.
“Preparar o terreno antes de repor.”Dr. Pablo Melo
O que a gestrinona faz?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
A gestrinona é um esteroide sintético antiestrogênico e antiprogestagênico usado há décadas na endometriose; a diretriz europeia de 2022 a cita entre as opções hormonais eficazes1. O Dr. Pablo ensina quatro mecanismos: (1) bloqueia a sinalização do eixo (LH/FSH), reduzindo a produção de estrogênio pelos ovários; (2) bloqueia os receptores de estradiol no tecido doente — o estradiol não consegue mais agir na lesão; (3) baixa o SHBG, liberando os outros hormônios; (4) tem ação anti-inflamatória própria, inibindo NF-κB e TNF-α. É por isso que ela melhora endometriose, adenomiose, mioma, celulite e lipedema com a mesma lógica.
Por que em implante, e não em comprimido?
Prática do Dr. Pablo
A via oral sobrecarrega o fígado (sobe TGO/TGP) — o Dr. Pablo não a usa para endometriose, e quando usa por 2–3 meses para baixar SHBG ou em mioma, monitora o fígado. A vaginal é fraca. O implante libera de forma estável por mais de seis meses e, na experiência dele, resolve a endometriose em cerca de seis meses. Não faz “teste” com gestrinona oral antes: o resultado da via oral não prevê o do implante.
Qual a dose?
Prática do Dr. Pablo
Individual — por peso, idade, fase da vida, sintomas e exames. Não existe dose padrão: a jovem com doença ativa e a mulher na menopausa recebem quantidades muito diferentes, e a mesma mulher recebe doses diferentes ao longo do tratamento. Dois princípios que ele repete: bloqueio suficiente na doença ativa, e pellet único em vez de vários pequenos (dose quebrada libera tudo de uma vez).
Ela “empilha”?
Prática do Dr. Pablo
Sim. A gestrinona dura mais que os seis meses do ciclo de troca — repetir a mesma dose a cada troca é, na prática, aumentar. O SHBG chegando muito baixo na troca denuncia o acúmulo. Por isso, muitas vezes o Dr. Pablo diminui a gestrinona nas trocas seguintes; a endometriose de grau 4 que sumiu em 6 meses usa hoje dose menor.
Vou ficar sem estradiol? Vou masculinizar?
Prática do Dr. Pablo
A gestrinona derruba o estradiol — é o efeito desejado na lesão, mas não no cérebro, no osso e na pele. Gestrinona sozinha, em dose alta, em mulher que já tinha estradiol baixo, pode jogá-la num quadro de climatério em cerca de 6 meses (ansiedade, tristeza, pele seca, perda de cintura). Por isso o Dr. Pablo filtra os sintomas antes e, na maioria dos casos, coloca estradiol em proporção junto — inclusive na menopausada com endometriose, porque a doença está mais ligada à inflamação do que ao estradiol. Num caso de endometriose aos 25 anos com ansiedade, o estradiol entrou primeiro e a gestrinona depois.
Gestrinona evita gravidez?
Prática do Dr. Pablo
Não. Dificulta, não impede — há paciente que tentava engravidar havia 8 anos e engravidou na semana do implante. Teste de gravidez antes, método contraceptivo durante e termo de responsabilidade assinado. Se a contracepção for a única preocupação, resolve-se com DIU (de cobre ou prata, colocado depois que o endométrio afina) ou implante contraceptivo — não com progestina oral somada.
Efeitos colaterais e status regulatório
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
Com dose excessiva: pele oleosa, acne, queda de estradiol com sintomas de climatério, irritabilidade, escape; alteração de voz é rara. Com dose adequada e proporção correta, a maioria não tem colateral relevante. O uso de gestrinona em implante é fora de bula no Brasil e exige indicação clínica, consentimento informado e acompanhamento. Em mulher na menopausa, a gestrinona nunca pode “sobrar” contra pouco estradiol.
O protocolo completo
Só implante resolve? Não.
O que entra além da gestrinona?
Prática do Dr. Pablo
Dr. Pablo Melo · CRM 29709-SC
Intestino. Ferritina baixa e qualquer anticorpo autoimune positivo denunciam intestino ruim. Corrige-se digestão, absorção e alimentação — não só probiótico.
Alimentação anti-inflamatória (dieta 33 — a alimentação anti-inflamatória desenvolvida pela mãe do Dr. Pablo, nutricionista). Retirar o que inflama; whey costuma sair em mulher com endometriose.
Soroterapia anti-inflamatória. Ácido alfa-lipoico, curcumina, minerais, complexo B, antioxidantes; ferro endovenoso quando a ferritina está abaixo de 90.
Magnésio em dose eficaz — inclusive como protetor na cascata de coagulação (veja Sangramento).
Implante: gestrinona em dose de bloqueio + estradiol em proporção quando indicado + testosterona e NADH conforme o caso.
Acompanhamento: retorno em cerca de 2 meses (tempo de a paciente sentir a mudança), exames a cada 6 meses, ajuste da gestrinona pelo SHBG e pelos sintomas.
O erro clássico é colocar a gestrinona e esquecer o resto — é por isso que muitas pacientes nunca conseguem parar de usá-la. Com a inflamação tratada, a resposta vem em um mês (boa) a dois meses (excelente).
Preciso emagrecer antes?
Prática do Dr. Pablo
Se houver obesidade, sim — a gestrinona em paciente obesa e inflamada descontrola a fome e não entrega resultado. O Dr. Pablo faz o acordo: emagrecer e desinflamar primeiro (protocolo de 1–2 meses), e a gestrinona entra depois. A exceção é a mulher com sintomas de menopausa, tratada tudo junto.
E o cabelo?
Prática do Dr. Pablo
Não é a gestrinona que derruba cabelo — é o metabolismo acelerado consumindo estoques (ferritina, complexo B, minerais). Antes de colocar gestrinona em quem já reclama de cabelo, avalia-se a ferritina; mulher com queixa capilar não sai da consulta sem o suporte injetável.
Sangramento
Sangramento se manipula com conduta.
“O hormônio é um comando. O receptor precisa de nutriente para obedecer.”Dr. Pablo Melo
Por que eu sangro tanto?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
Adenomiose e mioma engrossam e desorganizam o endométrio e a parede uterina; a inflamação piora a coagulação local. Na reposição hormonal, quem faz sangrar é o estradiol alto sem bloqueio — o endométrio “faz vasos” e cresce. O Dr. Pablo controla isso com gestrinona em dose proporcional; progesterona sozinha segura pouco.
Como o Dr. Pablo lê um sangramento durante o tratamento?
Prática do Dr. Pablo
Primeira conduta: ultrassom transvaginal para medir o endométrio.
Entre 3 e 6 mm: não sangra. Abaixo de 3 mm: falta estradiol. Acima de 6 mm: falta gestrinona.
Escape pequeno sugere falta de estradiol (endométrio fino); sangramento volumoso sugere estradiol engrossando o endométrio sem bloqueio.
Escape no começo do implante pode acontecer e é aceitável.
Sangramento que nada resolve
Prática do Dr. Pablo
Dois fatores esquecidos: magnésio, que entra como protetor na cascata de coagulação — num caso refratário, dobrar a dose oral e injetar reduziu o sangramento em 90% em 15 dias —, e inflamação: mulher inflamada sangra. Tratar sangramento sem tratar inflamação não fecha.
Situações especiais
Dúvidas que aparecem em toda consulta.
Quero engravidar. Posso tratar?
Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
A endometriose é uma das principais causas de infertilidade, e desinflamar o terreno ajuda. Mas a gestrinona não pode ser usada durante a tentativa de gravidez nem na gestação. O planejamento (tratar primeiro, tentar depois; ou reprodução assistida) é feito junto com o especialista em reprodução.
Tenho mioma. Posso fazer reposição hormonal?
Prática do Dr. Pablo
Pode — trata-se o mioma com gestrinona primeiro, e a reposição vai depender da resposta. Médico que diz que a gestrinona aumenta o mioma está, na visão do Dr. Pablo, completamente errado: é o contrário, desde que em dose de bloqueio.
Estou na menopausa e tenho endometriose.
Prática do Dr. Pablo
Em 99% dos casos o estradiol entra junto com a gestrinona: tira a mulher da depressão e trata a endometriose, que está mais ligada à inflamação. O erro dos colegas é usar só gestrinona e afundar a mulher em antidepressivo.
Tenho nódulo na mama.
Prática do Dr. PabloEm debate
Nódulo benigno não impede o protocolo. Há relatos de nódulos antigos regredindo com gestrinona, mas o Dr. Pablo não a indica por esse motivo — a evidência é insuficiente; a indicação se sustenta no SHBG alto e nos sintomas. Lesão suspeita ou câncer: não se faz nada até o esclarecimento.
Estou fazendo lipedema/estética. É o mesmo tratamento?
Prática do Dr. Pablo
A base é a mesma — gestrinona, desinflamação, proporção hormonal. Com a endometriose tratada, celulite e lipedema melhoram como consequência. Veja o guia de lipedema.
Como é na prática
Da primeira mensagem ao acompanhamento.
Em quanto tempo vou sentir diferença?
Prática do Dr. Pablo
Inflamação respondendo em 1–2 meses (cólica, inchaço, intestino); sangramento controlando conforme gestrinona e estradiol se equilibram; endometriose respondendo em cerca de 6 meses de implante. O retorno é marcado em torno de 2 meses — o tempo de a paciente sentir a mudança.
Por quanto tempo?
Prática do Dr. Pablo
Enquanto a doença exigir bloqueio. Com o terreno tratado, a dose necessária cai com o tempo, e em algumas pacientes a gestrinona vira dose mínima de manutenção ou sai. Na menopausa, uma dose baixa protege o endométrio e pode ser reduzida ou retirada depois.
Por onde eu começo?
Prática do Dr. Pablo
Mensagem para a equipe. Conte seus sintomas, o que já usou (pílula, DIU, cirurgias) e se planeja engravidar.
Questionário e exames. Hormônios com SHBG, ferritina, inflamação, tireoide, nutrientes; ultrassom/ressonância.
Consulta com o Dr. Pablo. Diagnóstico, plano de desinflamação e implante.
Protocolo e acompanhamento. Soroterapia, implante, retornos e ajustes.
Referências
ESHRE Guideline Group. Endometriosis — guideline of the European Society of Human Reproduction and Embryology, 2022 (diagnóstico por imagem sem laparoscopia obrigatória; opções hormonais, incluindo gestrinona; recorrência pós-cirúrgica).
Stewart EA et al. Uterine fibroids. Nature Reviews Disease Primers, 2016.
Regev-Sadeh et al. Terapia hormonal em portadoras de BRCA1/2 após ooforectomia — uso prévio de DIU de levonorgestrel associado a maior risco (HR 1,69). JAMA Network Open, 2026;9(4):e265648.
Kuhl H. Pharmacology of estrogens and progestogens: influence of different routes of administration. Climacteric, 2005. PubMed 16112947
Resolução CFM nº 2.333/2023 — normas para prescrição de terapias hormonais; uso de gestrinona em implante é off-label no Brasil.
Um convite
Você não precisa aceitar a dor. Nem tirar o útero.
Se você se reconheceu aqui, o próximo passo é uma conversa. A equipe do Dr. Pablo faz a pré-avaliação pelo WhatsApp, envia a lista de exames e agenda sua consulta.