Dr. Pablo Melo

Guia da paciente · Menopausa

Calorão não é para “passar”. É para tratar.

Sono, humor, memória, libido, pele, osso, coração, bexiga. A menopausa mexe com tudo — e a conversa sobre reposição hormonal mudou muito nos últimos anos. Aqui estão as respostas diretas para as dúvidas mais comuns, com o que a ciência mostra, o que ainda está em debate e como o Dr. Pablo Melo conduz na prática.

Dr. Pablo Melo
Dr. Pablo MeloCRM 29709-SC · Medicina hormonal & metabólica · +4.000 implantes · 4 unidades e telemedicina

Leitura completa: ~18 min · Conteúdo educativo, não substitui consulta

Como ler este guia Evidência publicada Prática do Dr. Pablo Em debateNada aqui é receita: indicação, composição, dose e sequência são definidas na consulta, para cada pessoa.

O que é menopausa

Um marco de um ano. Um processo de muitos.

A janela terapêutica

Contada a partir da última menstruação (ou antes dos 60 anos) · diretrizes internacionais

02468101214anos após a última menstruaçãoúltima menstruaçãojanela mais segura para iniciarfora da janelaavaliação vascular antes;entrada gradual

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Dentro da janela, a reposição tem o melhor perfil de benefício e segurança. Fora dela, ainda há caminhos — mas começam pela desinflamação e pela avaliação das carótidas, e o estradiol não entra de imediato.

O que é, exatamente, a menopausa?

Evidência publicada

Menopausa é o marco de 12 meses seguidos sem menstruar, quando os ovários praticamente param de produzir estradiol e progesterona. Mas ela não começa nesse dia: os anos anteriores — a perimenopausa, dentro do climatério — costumam ser os de sintomas mais intensos. Se é essa a sua fase, veja o guia do climatério.

Como se confirma a menopausa?

Prática do Dr. Pablo

Pela história clínica, na maioria das vezes. Em quem não menstrua por outro motivo (retirada do útero, DIU hormonal, implante contraceptivo), o exame ajuda: FSH acima de 25–30 com estradiol abaixo de 30 pg/mL indica menopausa. Mas o mais importante não é o rótulo — é há quanto tempo ela começou, porque isso define a janela de segurança.

Tirei o útero e os ovários. Estou na menopausa?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

Sim — e de forma abrupta. Os ovários produzem boa parte da testosterona e praticamente todos os hormônios sexuais femininos. Na menopausa natural a queda é gradual; na cirúrgica, “é como ser empurrada no buraco de um dia para o outro”. Por isso a menopausa cirúrgica costuma ser mais intensa e merece reposição bem feita. Se só o útero foi retirado e os ovários ficaram, a produção continua, mas pode terminar mais cedo.

Sintomas

Muito além do calorão.

Dr. Pablo Melo
“Eu trato o paciente — não o papel do exame.”Dr. Pablo Melo

Quais sintomas podem ser da menopausa?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
  • Calorão e suor noturno, que atrapalham o sono.
  • Insônia, ansiedade, irritabilidade, tristeza.
  • Memória e foco piores — esquecer o que foi fazer, não conseguir ler um livro.
  • Libido e orgasmo em queda, secura vaginal, dor na relação.
  • Infecção urinária de repetição e urgência para urinar.
  • Dores e rigidez nas articulações.
  • Pele mais fina e seca, cabelo afinando — cerca de 30% do colágeno da pele se perde nos primeiros 5 anos9.
  • Gordura que migra para a barriga: o corpo “pera” vira “maçã”.
  • Zumbido e tontura — há receptores de estrogênio em toda a via auditiva10.
  • Vasinhos e má circulação, colesterol subindo.

Nem toda mulher tem calorão. “Não sinto nada na menopausa” não exclui nada — secura vaginal, infecção urinária e perda óssea são silenciosas e progressivas.

Por que tratar o calorão, se ele passa sozinho?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

Porque o calorão é o sinal mais visível de uma queda que atinge o corpo todo. As grandes sociedades de menopausa concordam que a terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores. Na leitura do Dr. Pablo, o calorão está no “porão” do estradiol: se ele não passou, o estradiol não subiu o suficiente para tratar o resto — sono, humor, memória.

Chá de amora até passa o calorão. Mas você não tratou, você jogou.
Dr. Pablo Melo

Câncer de mama

“Reposição dá câncer?” A resposta honesta é: depende de quê.

Essa é a dúvida que mais trava a decisão. A resposta séria separa o que foi mostrado, o que os estudos sugerem e o que ainda é incerto.

De onde veio o medo?

Evidência publicada

Do estudo WHI, de 2002. Ele usou estrogênio equino oral combinado com medroxiprogesterona — nenhum dos dois idêntico aos hormônios do corpo — em mulheres com idade média acima de 60 anos, muitas longe da menopausa. Nesse braço, houve aumento de diagnósticos de câncer de mama1.

O que pouca gente conta: no braço de estrogênio isolado (mulheres sem útero), o risco de câncer de mama não aumentou — diminuiu2. A releitura dos dados, separando idade e tempo de menopausa, mudou a interpretação: o estudo não mudou, a pergunta feita a ele mudou.

Então o que faz diferença?

Evidência publicada

Principalmente o tipo de progestagênio. Numa grande coorte francesa (E3N), o risco foi maior com progestinas sintéticas (RR 1,4) e não aumentou com progesterona micronizada (RR 0,9)3. Uma meta-análise também favorece a progesterona natural4.

Progestina não é progesterona: DIU hormonal e implante contraceptivo, por exemplo, contêm progestinas sintéticas. Em 2026, um estudo com mulheres portadoras de mutação BRCA mostrou que o estrogênio isolado reduziu o risco a cada ano de uso (HR 0,90), enquanto o uso prévio de DIU de levonorgestrel se associou a mais câncer (HR 1,69) — dados de coorte, que precisam ser confirmados5.

O que ainda é incerto?

Em debate

O uso muito prolongado com progesterona micronizada tem menos dados, e não existe ensaio randomizado comparando hormônios bioidênticos com sintéticos — provavelmente nunca existirá, porque ninguém financia. Em novembro de 2025, a FDA iniciou a retirada do alerta de “tarja preta” sobre doença cardiovascular, câncer de mama e demência dos rótulos da terapia hormonal nos EUA, com mudanças em vigor em 20266. As contraindicações clássicas continuam valendo.

A resposta que você mereceNão é “dá câncer” nem “não dá nada”. O risco depende do hormônio, da via, da idade em que começou e por quanto tempo — e isso se discute com os seus números, na consulta.

Tenho histórico de câncer de mama na família. Posso repor?

Prática do Dr. Pablo

Histórico familiar pede avaliação cuidadosa e exames de imagem atualizados, mas não é uma proibição automática. Na prática do Dr. Pablo, a via oral fica fora; vias transdérmicas e implantes bioidênticos são avaliados caso a caso. Câncer ativo contraindica o implante.

Trombose e coração

A via importa mais que o hormônio.

Dr. Pablo Melo
“Preparar o terreno antes de repor.”Dr. Pablo Melo

Reposição causa trombose?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

O risco está ligado à via oral. Numa meta-análise, o estrogênio em comprimido quase dobrou o risco de trombose venosa (RR 1,9), enquanto o estrogênio pela pele não aumentou (RR 1,0)7. O motivo: o comprimido passa pelo fígado e altera fatores de coagulação; pela pele ou por implante, o hormônio vai direto ao sangue.

A explicação que o Dr. Pablo repete: oral passa no fígado, maior o risco; transdérmico e implante vão direto para o sangue, mais segurança. Mulher com trombose prévia ou risco de trombose não usa via oral.

E o coração?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

O benefício cardiovascular depende do momento: iniciada dentro da janela (até 10 anos da menopausa ou antes dos 60), a terapia hormonal tem perfil favorável8. Fora dela, o Dr. Pablo pede avaliação vascular antes — o exame mais importante é o Doppler de carótidas. Placas pequenas permitem começar com cuidado; placas grandes pedem primeiro emagrecimento e controle da inflamação.

Um sinal que ele observa na prática: com a reposição bem feita, o colesterol costuma cair. Colesterol subindo em quem “faz reposição”, para ele, é sinal de reposição mal ajustada.

Vias de reposição

Comprimido, gel, adesivo ou implante.

Qual a diferença entre as vias?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
ViaComo funcionaVantagensLimitações
OralComprimido diário, passa pelo fígadoPráticoMais trombose7; sobe SHBG e a proteína que prende a tireoide; mais estrona.
GelAplicado na pele todos os diasSem passagem pelo fígadoDepende de adesão; na experiência do Dr. Pablo, raramente leva o estradiol a um nível que resolva tudo.
AdesivoTroca a cada poucos diasNível mais estável que o gelCusto; pode descolar ou irritar a pele.
ImplantePellets bioabsorvíveis sob a pele, liberação por mesesNão depende da memória; nível estávelProcedimento; dose precisa ser bem ajustada. Via preferida do Dr. Pablo.

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Existe estudo com o implante de estradiol?

Evidência publicada

Sim. O estudo brasileiro CLARA (2025) acompanhou 20 mulheres com um implante de estradiol de 25 mg por 24 semanas. O estradiol ficou estável em torno de 80 pg/mL da 3ª à 20ª semana, o FSH caiu de 73 para 37, a escala de sintomas caiu de 21 para 8,2 já na 4ª semana, e o calorão intenso caiu de 60% para 5% das participantes11.

Por transparência: é um estudo pequeno, sem grupo controle e financiado pelo fabricante. A dor de cabeça foi o efeito mais relatado no início — algo que o Dr. Pablo antecipa e ajusta na composição.

Por que o Dr. Pablo prefere o implante?

Prática do Dr. Pablo

Porque quanto menos o tratamento depende da paciente lembrar, maior a taxa de sucesso — e a mulher na menopausa, com a memória falhando, é justamente quem mais esquece o gel. Ele acompanha a resposta pelo sintoma e pelo FSH: se a reposição funciona, o FSH tem que descer.

A reposição nada mais é do que simular o ovário saudável.
Dr. Pablo Melo

Estradiol, progesterona e testosterona

O segredo está na proporção.

Dr. Pablo Melo
“O hormônio é um comando. O receptor precisa de nutriente para obedecer.”Dr. Pablo Melo

Estradiol: para que serve?

Prática do Dr. Pablo

É o hormônio central da reposição feminina: calorão, sono, humor, memória, libido e orgasmo, circulação, colágeno da pele e do osso. Na prática do Dr. Pablo, o calorão é só o primeiro sintoma a ceder; para a mulher se sentir bem de verdade ele busca níveis próximos aos de uma mulher jovem, subindo aos poucos a cada implante, conforme a resposta dela.

Preciso de progesterona?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

Se você tem útero, sim: o estrogênio sozinho estimula o endométrio, e a progesterona o protege. A preferência é pela progesterona micronizada, idêntica à do corpo3. O Dr. Pablo usa em geral por via oral, de forma contínua (sem ciclar), porque ela também ajuda no sono — no cérebro, ela vira alopregnanolona, um calmante natural.

Quem não tem útero não precisa de progesterona para proteger o endométrio.

Mulher precisa de testosterona?

Evidência publicadaPrática do Dr. PabloEm debate

Precisa — em proporção feminina. A testosterona ajuda em foco, disposição, iniciativa, massa muscular e dor de cabeça. Mas o excesso, ou a testosterona sem estradiol, masculiniza: perde a cintura, engrossa o corpo, piora o humor. Na mulher, a testosterona é o complemento; o estradiol é o centro.

Um detalhe técnico importante: o exame comum de testosterona não é confiável nos níveis femininos (abaixo de ~100 ng/dL), por limitação do método. O diagnóstico é clínico — o próprio estudo recente com pellets de testosterona em mulheres afirma que o exame não é ferramenta diagnóstica primária12. O uso de testosterona em mulheres é considerado fora de bula no Brasil.

Osso, pele e cérebro

O que acontece por dentro, sem avisar.

Reposição protege o osso?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

O estrogênio é o principal protetor ósseo da mulher; sem ele, a perda de massa óssea é inevitável. A densitometria faz parte da primeira avaliação. Na prática do Dr. Pablo, com estradiol e testosterona mantidos por um a dois anos, ele observa pacientes saindo de osteoporose para osteopenia, e de osteopenia para normal — uma observação clínica, que depende de continuidade.

Fratura por trauma banal (cair sentada e fraturar a coluna, bater o pé e quebrar um dedo) não é normal em nenhuma idade e deve disparar investigação.

E o risco de Alzheimer?

Evidência publicadaEm debate

O estradiol é considerado um regulador-mestre da energia do cérebro. Uma meta-análise apresentada em 2025 sugere redução de ~32% no risco quando a terapia começa até 5 anos após a menopausa — e aumento de ~38% quando começa aos 65 anos ou mais, sobretudo com progestinas13. O dado ainda é preliminar, mas reforça a ideia da janela: consertar o telhado antes da chuva.

Tenho infecção urinária de repetição e dor na relação. É da menopausa?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

Muito provavelmente. É a síndrome geniturinária da menopausa: progressiva, não melhora sozinha e responde a estrogênio local (creme ou óvulo de estriol), além da reposição sistêmica quando indicada. O estrogênio vaginal em dose baixa não carrega o risco sistêmico. Tratar só com antibiótico, ano após ano, é tratar a consequência.

Situações especiais

Dúvidas que aparecem em toda consulta.

Minha menopausa foi há mais de 10 anos. Ainda posso?

Prática do Dr. Pablo

Fora da janela, a conduta é mais cautelosa. O Dr. Pablo avalia primeiro com exames, incluindo Doppler de carótidas. Nesse cenário, ele não começa pelo estradiol: pode entrar primeiro com testosterona, emagrecimento e correção nutricional, e reavaliar depois. Quem já usa reposição há anos pode trocar de via com segurança.

Uso antidepressivo ou remédio para dormir. Tenho que parar?

Prática do Dr. Pablo

Não. Nunca pare por conta própria. O Dr. Pablo inicia a reposição, espera alguns meses e, com a melhora, o seu psiquiatra decide se reduz a medicação. Uma pista importante: se a mulher “faz reposição” e continua precisando de remédio para ansiedade, sono e circulação, a reposição provavelmente não está ajustada.

Tenho DIU hormonal. Preciso tirar?

Prática do Dr. Pablo

Não necessariamente. O DIU hormonal pode ser mantido enquanto os hormônios são ajustados; depois, a troca ou retirada é combinada com a sua ginecologista.

Vou engordar com hormônio?

Prática do Dr. PabloEvidência publicada

A tendência é o contrário. A falta de estradiol é que desloca gordura para a barriga. Um estudo da Mayo Clinic publicado em janeiro de 2026 observou que mulheres na pós-menopausa em terapia hormonal perderam mais peso com tirzepatida do que as que não faziam reposição14. Na prática do Dr. Pablo, emagrecimento e reposição andam juntos.

Por quanto tempo posso fazer reposição?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo

As diretrizes atuais não impõem uma data para parar: a decisão é revista periodicamente, de acordo com benefícios, riscos e a vontade da mulher8. Para o Dr. Pablo, com acompanhamento e via segura, a reposição pode ser mantida por muitos anos — interromper tem custo em osso, tendão, pele e cérebro.

Quem não pode fazer?

Evidência publicadaPrática do Dr. Pablo
  • Mulheres com câncer ativo.
  • Com trombose ou alto risco de trombose: via oral, não; transdérmica e implante, avaliação individual.
  • Com placa grande nas carótidas: primeiro tratar o terreno.
  • Com sangramento vaginal sem explicação: investigar antes.

Hoje, quase sempre, a pergunta não é “pode ou não pode”, e sim “por qual via e em que momento”.

Referências

  1. Writing Group for the Women’s Health Initiative Investigators. Risks and benefits of estrogen plus progestin in healthy postmenopausal women. JAMA, 2002.
  2. Women’s Health Initiative Steering Committee. Effects of conjugated equine estrogen in postmenopausal women with hysterectomy. JAMA, 2004.
  3. Fournier A et al. Unequal risks for breast cancer associated with different hormone replacement therapies: results from the E3N cohort study. International Journal of Cancer, 2005. PubMed 15551359
  4. Meta-análise: progesterona micronizada versus progestinas e risco de câncer de mama (RR 0,67). PMC4960754
  5. Regev-Sadeh et al. Terapia hormonal em portadoras de BRCA1/2 após ooforectomia. JAMA Network Open, 2026;9(4):e265648.
  6. U.S. Food and Drug Administration / HHS. Anúncio de revisão dos alertas de rotulagem da terapia hormonal da menopausa, 10 de novembro de 2025.
  7. Canonico M, Scarabin PY et al. Meta-análise de trombose venosa com estrogênio oral versus transdérmico. PubMed 20601871
  8. The Menopause Society. Hormone Therapy Position Statement, 2022.
  9. Skin, hair and beyond: the impact of menopause. Climacteric, 2022. doi:10.1080/13697137.2022.2050206
  10. Kim SH et al. The association between serum estradiol level and hearing sensitivity in postmenopausal women. Obstetrics & Gynecology, 2002; e Chen HC et al. Hormone replacement therapy decreases the risk of tinnitus in menopausal women. Oncotarget, 2018.
  11. Malavasi et al. Pharmacokinetic analysis of 25 mg estradiol subcutaneous bioabsorbable implant in postmenopausal women (CLARA study), 2025. Estudo financiado pelo fabricante do implante.
  12. Hernandez, Khera et al. Pellets de testosterona em mulheres, 2025.
  13. Vaibhav et al. Timing da terapia hormonal e risco de Alzheimer — resumo apresentado no congresso da American Neurological Association, 2025 (dado preliminar); comentado em Wood H, Nature Reviews Neurology, 2025.
  14. Mayo Clinic (Flórida), estudo observacional publicado em 27/01/2026 sobre terapia hormonal e resposta à tirzepatida em mulheres na pós-menopausa. [Referência completa a confirmar]

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